Prestação de Contas

A prestação de contas realizada pelo prefeito João Coser nessa semana, na Câmara de Vereadores de Vitória, parecia mais uma festa. Todos os vereadores e a vereadora usaram da tribuna para tecer elogios ao prefeito e sua equipe em função do balanço apresentado.

 

É no mínimo curioso, pois na prestação de conta anterior a pequena oposição, ou pelos últimos sinais emitidos, a provável ex-oposição, fez um estardalhaço e uma verdadeira fusaca, anunciando que o prefeito tinha quebrado a cidade de Vitória, e infelizmente uma parte da imprensa conservadora logo reverberou com tanta força que quase tivemos que acionar o disque silêncio.

 

Agora, nessa prestação de contas, como o prefeito anunciou o fim da dívida de 31 milhões, o máximo que se ouviu no dia foram buchichos e balbucios, e alguns tímidos elogios ao prefeito feitos pela “oposição”, que de tão preocupado quase chamei o SAMU.

 

Quando eclodiu a crise internacional, o presidente Lula imediatamente foi para a imprensa e anunciou que no Brasil veríamos apenas uma marolinha, tentando conter a avalanche de desespero que tomou conta do planeta. A oposição e a imprensa conservadora, com a irresponsabilidade que lhes é peculiar, logo desceram o malho no presidente Lula, provavelmente querendo que o presidente anunciasse um tsunami, e que isso influenciasse negativamente a economia brasileira.

 

E olha que a imprensa internacional tem demonstrado insistentemente o tamanho da crise, repercutindo até hoje em diversos países europeus, principalmente na Grécia e Portugal, e até mesmo vitimando a mega potência, os Estados Unidos da América, que sofre ainda hoje as graves conseqüências da crise. A imprensa e a oposição conservadora brasileira tentaram, de todas as formas, desqualificar a postura propositiva do presidente Lula.

 

Confiante nos indicadores econômicos brasileiros, o presidente não permitiu que o pessimismo tomasse conta da nação, e tomou medidas que ampliaram o mercado interno, apostando nos fundamentos do chamado “mercado de massas”, já que os grandes compradores que são os países centrais estavam no olho do furacão da crise, e imediatamente suspenderam suas importações.

 

As reduções de impostos de vários produtos nacionais permitiram que nossas indústrias sofressem muito menos com a crise do que originalmente previram os especialistas no mercado brasileiro.

 

Mesmo com essa atitude corajosa do presidente, a crise mostrou seus tentáculos para os municípios brasileiros, principalmente os do Espírito Santo, que têm sua economia muito voltada para o comércio exterior e ainda têm na figura do FUNDAP uma grande fonte de receitas. Só nessa rubrica, a cidade de Vitória perdeu 43 milhões.

 

Agora, a cidade que estava “quebrada” retomou seus investimentos, claro que com muita cautela. As ameaças de mudança na forma de distribuição dos royalties de petróleo e da reforma fiscal que acabaria com o FUNDAP ainda são graves ameaças para as finanças do Espírito Santo, e consequentemente para todos os seus municípios. Parabéns ao prefeito João Coser e toda a sua equipe, e bem vinda a ex-oposição para nos ajudar a construir uma cidade mais inclusiva, mais justa, mais fraterna e solidária.
 

Vereador Eliézer Tavares (PT)

 

 

 

 

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